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TRE-PB promove simulação de votação acessível para pessoas com deficiência na FUNAD

Ação orientou usuários sobre o funcionamento da urna eletrônica e o processo eleitoral, reforçando a importância da acessibilidade e da inclusão no exercício da cidadania

#PraTodosVerem: Fotografia de um grupo de aproximadamente 20 pessoas, entre homens e mulheres, p...

O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) realizou, nesta terça-feira (20), uma atividade de simulação de votação com usuários da Fundação Centro Integrado de Apoio à Pessoa com Deficiência (FUNAD). A iniciativa, intitulada “Acessibilidade nas Eleições: um compromisso da Justiça Eleitoral”, teve como objetivo orientar os participantes sobre o processo de votação e reforçar a importância da inclusão no exercício da cidadania.

Durante a atividade, foram realizadas orientações e demonstrações práticas com o uso de duas urnas eletrônicas, permitindo aos participantes conhecer melhor o funcionamento dos equipamentos e simular o procedimento de votação.

De acordo com a presidente da Comissão Interdisciplinar de Acessibilidade, Inclusão e Diversidade do TRE-PB, desembargadora Giovanna Mayer, a ação reforça o compromisso da Justiça Eleitoral com a promoção da acessibilidade e a garantia de condições para que as pessoas com deficiência possam exercer seu direito ao voto com autonomia e segurança. “O TRE, através de ações como essa, se aproxima da população em geral, especialmente do público de pessoas com deficiência, que precisam tanto de acessibilidade, de compreensão de como é o funcionamento da urna, do sistema eleitoral, para poder exercer a cidadania”, comentou Giovanna.

A desembargadora destacou, também, que a atividade foi uma oportunidade para que as pessoas com deficiência conhecessem os recursos atualmente disponíveis para esse público no momento da votação e as formas de apoio oferecidas pela Justiça Eleitoral. “Esse é um momento em que elas podem fazer o treino, inclusive uma votação fictícia, e testar os recursos de acessibilidade, como o fone de ouvido e o teclado em braile. É importante lembrar também que, no dia da eleição, fica à disposição uma Central de Libras, por meio da qual o presidente de mesa e a própria pessoa com deficiência podem entrar em contato e obter ajuda. Teremos uma eleição muito acessível, e esse tipo de ação demonstra ainda mais o compromisso do Tribunal em permitir a participação social e reforçar a importância da participação de todos”, acrescentou a desembargadora Giovanna Mayer.

De acordo com a presidente da FUNAD, Simone Jordão Almeida, a instituição atende mais de 3 mil pessoas e atua em parceria com o TRE-PB em iniciativas voltadas à acessibilidade eleitoral. A gestora destacou que a aproximação com a Justiça Eleitoral permite orientar pessoas com deficiência e seus familiares sobre o processo de votação e o exercício do direito ao voto. “É muito importante essa aproximação, porque as pessoas com deficiência e suas famílias podem entender todo o processo de votação e exercer sua cidadania. Ao longo dos anos, temos percebido avanços na garantia desse direito, e a FUNAD se coloca à disposição para outras experiências como essa, em parceria com o TRE”, destacou a presidente.

O assessor de Desenvolvimento Sustentável do TRE-PB, Diógenes Antônio Tavares Paiva, explicou que a atividade realizada na FUNAD teve como objetivo esclarecer dúvidas sobre os recursos de acessibilidade da urna eletrônica e o processo de votação. Para a demonstração, foram disponibilizadas duas urnas eletrônicas, com candidatos fictícios para treinamento. 

A ação também permitiu que pessoas com deficiência e seus familiares fizessem perguntas sobre a votação e outros assuntos relacionados à Justiça Eleitoral. “A Justiça Eleitoral se preocupa muito em possibilitar que as pessoas com deficiência, independentemente do tipo, tenham autonomia para votar. A urna eletrônica dispõe de recursos de acessibilidade, e nosso objetivo é garantir que todos os eleitores sejam bem atendidos, especialmente aqueles que enfrentam maiores dificuldades no processo de votação”, destacou Diógenes.

Acessibilidade e cidadania 

O representante do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CEDIPCD-PB), Hellosman de Oliveira Silva, informou que a Paraíba tem mais de 360 mil pessoas com deficiência, distribuídas por todas as regiões do estado. Segundo ele, a parceria com a Justiça Eleitoral busca ampliar a participação desse público nas próximas eleições, incentivando o voto em locais acessíveis e o uso de tecnologias adaptadas às diferentes deficiências. “Esse momento é muito importante para as pessoas com deficiência, porque permite conhecer e utilizar as tecnologias de acessibilidade da urna eletrônica, garantindo mais autonomia no exercício do voto e fortalecendo a democracia. Essa parceria com o TRE é fundamental para ampliar a participação desse segmento no processo eleitoral e assegurar que as pessoas com deficiência possam exercer plenamente sua cidadania”, destacou Hellosman, representante das pessoas com deficiência.

Antônio Carlos, pessoa surda que participou da atividade na FUNAD com o auxílio de um intérprete de Libras, relatou que procurou a iniciativa para aprender como funciona o processo de votação. Ele contou que tinha dúvidas sobre os cargos em disputa, a escolha dos candidatos e o funcionamento da urna eletrônica. “Eu fiquei pensando em como seria votar, porque são muitos representantes e eu tinha dúvidas sobre como escolher cada candidato. Por isso, vim à FUNAD para treinar e aprender. Achei fácil e estou gostando muito desse dia de hoje”, afirmou Antônio Carlos.

O professor de Libras da FUNAD e do Centro de Atendimento ao Surdo (CAS), Jonas de Melo, com a tradução do intérprete Lindomar Ferreira, destacou a importância da divulgação de informações eleitorais em formatos acessíveis à comunidade surda. Durante a entrevista, ele também abordou a necessidade de os eleitores surdos conhecerem os documentos exigidos para a votação e explicou que, em sua experiência, não encontrou dificuldades para utilizar a urna eletrônica. “A divulgação das informações eleitorais é muito importante para a comunidade surda, porque nem todos têm acesso à comunicação e conhecem o processo de votação. Por isso, é fundamental que o TRE leve essas orientações a diferentes espaços, com recursos de acessibilidade, como a presença de intérpretes de Libras, para que as pessoas surdas possam compreender o processo eleitoral, escolher seus candidatos e exercer sua cidadania com autonomia”, ressaltou Jonas de Melo.

/edsondefrança/ascom/tre-pb/

#PraTodosVerem: Fotografia de um grupo de aproximadamente 20 pessoas, entre homens e mulheres, posando juntas em um espaço coberto, diante de um grande mural colorido com desenhos de esportes e de um rosto infantil. As pessoas sorriem, acenam e fazem sinais com as mãos. 

#PraTodosVerem: Quatro pessoas conversam em um espaço com estruturas azuis e grades amarelas. Um homem segura uma folha ilustrada, enquanto outro gesticula. Duas mulheres acompanham a conversa. À frente, há uma urna eletrônica com a palavra “FIM” na tela.


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