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Escola Judiciária Eleitoral realiza ação de cidadania com pessoas idosas

Ação inédita, em parceria com o IPE/UFPB, abordou cidadania, voto consciente, autonomia e combate à desinformação

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Pela primeira vez, a Escola Judiciária Eleitoral (EJE) do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) realizou, nesta sexta-feira (4), uma ação de cidadania voltada ao público idoso, com o objetivo de incentivar a participação desse segmento nas Eleições Gerais 2026. A iniciativa, realizada em parceria com o Instituto Paraibano de Envelhecimento (IPE), da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), abordou temas como democracia, cidadania, voto consciente, autonomia e combate à desinformação.

A ação educativa integrou a programação de “Cidadania em Ação: A pessoa e o direito de escolher”, organizada pela instituição.

Na fala de abertura, a presidente do IPE, Adelaide Moreira, destacou que a parceria com a Justiça Eleitoral integra uma mobilização coletiva para fortalecer o protagonismo da pessoa idosa e ampliar sua participação nas decisões da sociedade. Segundo ela, a iniciativa busca conscientizar esse público sobre a importância do voto, mesmo após os 70 anos, quando o voto deixa de ser obrigatório. “A gente quer que a pessoa idosa se perceba como agente transformador, que entenda que a sua participação, a sua voz e o seu voto têm força para contribuir com as mudanças que queremos para a nossa sociedade, sobretudo para o público 60+”, afirmou.

Na oportunidade, os servidores do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PB) apresentaram o conceito de democracia e a importância de os eleitores(as) exercerem sua cidadania por meio do voto consciente.

Em sua fala, o servidor da Seção de Programas, Biblioteca e Memória Institucionais (SEPBMI), Gerson da Silva, mencionou que a pessoa idosa continua exercendo uma cidadania plena, com direitos, deveres e capacidade para participar das decisões em sociedade. No caso do público 60+, a experiência é considerada um patrimônio. “A pessoa idosa traz consigo uma história de vida, experiências e conhecimentos que podem contribuir muito para as novas gerações. Quando incentivamos sua participação, não estamos apenas garantindo um direito. Estamos valorizando um conhecimento que ajuda a construir uma sociedade melhor”, pontuou.

Em seguida, relembrou que, nas Eleições Gerais 2026, os eleitores terão seis cargos eletivos: deputado federal, deputado estadual, senador 1, senador 2, governador do Estado e presidente da República. Na ocasião, ele distribuiu a cola eleitoral aos participantes, explicando que a iniciativa busca facilitar e agilizar a votação, ao disponibilizar a sequência dos cargos que aparecerão na urna eletrônica. “Em vez de tentar lembrar os números dentro da cabine, o eleitor consulta sua anotação e digita diretamente na urna. A medida garante que o procedimento seja rápido e que a pessoa não se confunda”, disse.

A coordenadora da Escola Judiciária Eleitoral (EJE), Márcia Queiroga, agradeceu o convite do IPE, que identificou a necessidade de levar aos centros de convivência informações sobre democracia, cidadania e participação no processo eleitoral. Em sua fala, a coordenadora destacou a importância de os familiares incentivarem a pessoa idosa a exercer sua cidadania por meio do voto. “Os familiares podem ajudar no esclarecimento de informações, orientar sobre o uso de tecnologia ou até se oferecer para levar o idoso no dia da eleição”, pontuou.

Márcia Queiroga esclareceu, ainda, que o idoso precisa ter autonomia na escolha do voto. “Os familiares devem incentivar a participação eleitoral, mas isso não significa escolher o voto pela pessoa idosa. Precisamos respeitar sua autonomia”, disse.

Fake news

Na oportunidade, a servidora da Seção de Gestão de Patrimônio, Larissa Lira, abordou a importância de os eleitores(as) verificarem a veracidade das informações para não compartilharem fake news. “Nem tudo nas redes sociais é verdadeiro. Antes de compartilhar, verifique a origem. Uma mensagem de um conhecido no WhatsApp não garante que seja verdadeira. A pessoa idosa pode ser uma grande aliada no combate à desinformação”, disse.

A professora aposentada Oliete Lima, de 76 anos, mencionou que a aposentadoria das atividades profissionais não significa o afastamento da vida em sociedade. Para ela, votar é uma forma de exercer a cidadania, sentir-se útil e participar das decisões que podem impactar a coletividade. “Eu costumo dizer que não me aposentei, apenas deixei de fazer as atividades obrigatórias e passei a fazer as satisfatórias. Tenho consciência da minha obrigatoriedade em saber escolher e acompanhar para onde vai o meu voto, o que fiz com ele e quais benefícios poderão ser alcançados. Se eu não votar, como vou exigir dos candidatos? A minha voz tem que ser ouvida”, afirmou.

Votação

A atividade contou com uma urna eletrônica para uma experiência prática. Após a palestra, as pessoas participantes foram convidados a realizar uma votação fictícia, simulando o processo de votação e permitindo que tenham contato direto com o equipamento que será utilizado nas eleições.

Ao final foi entregue a Revista Coquetel de passatempos sobre voto consciente, elaborada em parceria com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), já está nas bancas de todo o país. A publicação traz jogos com informações sobre o processo eleitoral, destacando a importância de exercer a cidadania com consciência e responsabilidade. 

1/ Galeria de imagens

/saragomes/ascom/tre-pb/

#PraTodosVerem: Na fotografia aparece um servidor entregando a revista coquetel a pessoas idosas.


Redes Sociais oficiais do TRE-PB



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