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Jovens com Trissomia 21 realizam vivência prática com urna eletrônica
Ação aproximou participantes do processo de votação e reforçou a importância da autonomia e inclusão
A Justiça Eleitoral da Paraíba recebeu, nesta quarta-feira (30), um grupo de jovens com Trissomia 21, mais conhecido como Síndrome de Down, para uma vivência prática de educação eleitoral, aproximando-os do exercício da cidadania.
Os jovens são vinculados ao Método Avançar, um programa estruturado em sete pilares — autonomia, vínculo social, autorregulação, neurodesenvolvimento, comunicação, autoconfiança e responsabilidade —, que desenvolve habilidades essenciais para a vida adulta. A metodologia possui 14 encontros, nos quais são trabalhados temas centrais.

A idealizadora do Método Avançar, Renata Burity, buscou aproximar os jovens do processo eleitoral por meio de uma experiência prática no TRE-PB. “Eles puderam manusear a urna eletrônica, tirar dúvidas, para que, no domingo, possam exercer sua cidadania. Esse momento representa um letramento, uma alfabetização política e eleitoral. Inclusão não é só estar em um lugar, em uma festa ou em algum movimento. Inclusão é participar, é dar voz e garantir o direito de exercer a cidadania e de se sentir parte do processo”, destacou, que também é neuropsicóloga e mãe de Tarcísio de Miranda Burity Neto.
Na ocasião, a secretária de Gestão Estratégica e Modernização (SEGEM), Alexandra Cordeiro, destacou que a ação representa mais uma oportunidade de promover a inclusão no processo eleitoral, ao oferecer orientação para que as pessoas com deficiência intelectual conheçam seus direitos e exerçam o voto com autonomia. “A importância de você, de fato, proporcionar a democracia e a igualdade é que todos tenham igual acesso ao serviço eleitoral. Há a possibilidade de você, pedagogicamente, orientar esses eleitores sobre de que maneira eles podem exercer a cidadania. Que eles tenham o direito de escolher sozinhos, que não tenham que votar porque algum adulto ou responsável escolheu por eles”, declarou.
Alexandra Cordeiro também evidenciou que a eleição deste ano será a mais acessível de toda a história da Justiça Eleitoral. “A urna eletrônica possui recursos de acessibilidade para a pessoa cega ou com deficiência auditiva. Outro serviço que será disponibilizado no dia da Eleição é a Central de Libras, aqui na sede, para auxiliar a comunicação da pessoa surda com um mesário no local de votação. Ou seja, são diversas vertentes que a Justiça Eleitoral desenvolve para efetivamente proporcionar o acesso ao direito de votar”, frisou.
Em seguida, a coordenadora da Escola Judiciária Eleitoral (EJE), Márcia Queiroga, e a servidora da EJE, Gylmara de Araújo, realizaram uma apresentação com o tema “Avançar na Cidadania: Meu voto, minha voz”, em que expuseram o conceito de democracia e a importância do exercício da cidadania por meio do voto. Ao final, os jovens realizaram uma simulação de voto, esclarecendo dúvidas com a ajuda do assessor de Desenvolvimento Sustentável, Diógenes Paiva.
Após a explanação, os jovens foram conhecer o presidente do TRE-PB, desembargador Márcio Murilo da Cunha Ramos. Na oportunidade, estiveram presentes os(as) desembargadores(as) Oswaldo Trigueiro do Valle Filho, Giovanna Mayer e o juiz auxiliar da Presidência, Manoel Abrantes.
Para a presidente da Comissão de Acessibilidade, Inclusão e Diversidade do TRE-PB, desembargadora eleitoral Giovanna Mayer, iniciativas como essa concretizam a inclusão ao levar a acessibilidade para a realidade e para o cotidiano das pessoas com deficiência. “Esse projeto reforça e, de fato, faz o que a gente espera da inclusão, que é trazer para a realidade, para o dia a dia, para tudo o que acontece na sociedade das pessoas com deficiência.”
Segundo Mayer, proporcionar um treinamento antecipado sobre as etapas do processo eleitoral ajuda a reduzir dúvidas e inseguranças diante de uma situação que pode ser desconhecida para parte dos eleitores. “Há necessidade de uma previsibilidade, de você compreender o desconhecido, de se informar, saber como acontece, para que eles possam ir mais preparados e mais conscientes do momento e do que em si vai acontecer durante o processo eleitoral”, explicou.
A embaixadora do Método Avançar, Gabriela Fernandes, mencionou que o treinamento foi importante para compreender melhor o exercício da cidadania por meio do voto. “O Método Avançar tem sido muito importante para o meu aprendizado e desenvolvimento da autonomia. No caso do processo eleitoral, ainda estou compreendendo como funcionam as eleições, a importância de conhecer os candidatos com base em suas propostas que beneficiam a sociedade, sobretudo aqueles que se preocupam com a inclusão de pessoas com deficiência.”
/saragomes/ascom/tre-pb/
#PraTodosVerem: Na fotografia aparece uma menina fazendo a simulação de foto na urna eletrônica.
#PraTodosVerem: Na fotografia aparece várias pessoas sentadas no sofá e em pé os servidores do Tribunal, em que tem um telão de led ao fundo colorido.
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