Justiça Eleitoral paraibana vai celebrar 30 anos da urna eletrônica nesta quarta (13)
Criada para eliminar riscos de fraude no processo manual, trazer mais agilidade ao voto e segurança às Eleições

Criada para eliminar riscos de fraude no processo manual, trazer mais agilidade ao voto e mais segurança às eleições, a urna eletrônica completa 30 anos de história nesta semana. O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) celebra a data nesta quarta-feira (13), em um evento, às 11h, com a presença de servidores da instituição, no térreo do edifício-sede do Tribunal.
O evento comemorativo desta quarta-feira também será voltado à imprensa, ocasião em que serão anunciadas outras ações que integram a programação alusiva aos 30 anos da urna eletrônica. “Essas ações dos 30 anos se unem às iniciativas de combate à desinformação eleitoral e estão previstas no Programa Eleições 2026, como parte do Plano de Comunicação”, explicou a assessora de Comunicação Institucional e Multimídia do TRE-PB, Michelle Sousa.
Eficiência e modernização
Ao longo dos anos, a urna eletrônica recebeu avanços tecnológicos, como leitor com tela touchscreen, maior capacidade de processamento e mais memória, permitindo mais rapidez e eficiência durante a votação.
Na Paraíba, o TRE-PB dispõe de pouco mais de 12 mil urnas eletrônicas, que serão utilizadas nas Eleições 2026. Os equipamentos ficam armazenados nos Núcleos de Voto Informatizado (NVI), localizados em João Pessoa, Campina Grande, Patos, Pombal e Cajazeiras.
Segundo o coordenador de Eleições Informatizadas e Segurança Cibernética (Coesc), José Cassimiro Júnior, as urnas passam por manutenção preventiva e corretiva no período que antecede as eleições. “Os técnicos realizam testes em todos os componentes e, caso seja identificado algum defeito, as peças são substituídas para garantir o pleno funcionamento no dia da votação. Após essa checagem, as urnas são lacradas”, explicou.
História da urna
A criação de um aparelho mecanizado para coletar votos era um desejo antigo no país. O primeiro Código Eleitoral, de 1932, previa, em seu artigo 57, o “uso das máquinas de votar, regulado oportunamente pelo Tribunal Superior Eleitoral”.
A preocupação com um sistema de votação mais seguro existe desde a criação da Justiça Eleitoral. “O Código Eleitoral de 1932 já previa a possibilidade de desenvolvimento de uma máquina de votar, com o objetivo de garantir segurança, transparência e sigilo ao voto”, explicou Cassimiro Júnior, coordenador da Coesc.
A necessidade de melhorar a segurança do processo eleitoral ganhou força nas décadas seguintes, especialmente diante das fraudes registradas no sistema manual de votação por cédulas. Um dos episódios mais emblemáticos ocorreu nas eleições de 1994, no Rio de Janeiro, quando mais de 80% das seções eleitorais apresentaram fraudes comprovadas.
Diante desse cenário, o então presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Carlos Velloso, defendeu a retirada da interferência humana do processo de votação e apuração. Em 1995, foi criada uma comissão formada por especialistas em tecnologia para o desenvolvimento do sistema eletrônico de votação.
As primeiras urnas eletrônicas foram entregues aos tribunais eleitorais em 13 de maio de 1996. Naquele ano, o equipamento passou a ser utilizado nas cidades com mais de 200 mil eleitores. Em 1998, o TSE ampliou o uso para municípios com mais de 40 mil eleitores e, em 2000, todas as seções eleitorais do país passaram a utilizar exclusivamente a votação eletrônica.
Para Cassimiro Júnior, a urna eletrônica foi um divisor de águas, pois a Justiça Eleitoral brasileira é referência mundial no processo de apuração dos votos pela rapidez e confiabilidade. “Nós temos uma tecnologia de ponta, protegida por criptografia, assinatura digital, entre outras barreiras que garantem ao eleitor e à eleitora que o voto digitado é o voto apurado. Em poucas horas após o encerramento do pleito, conseguimos apurar os votos de mais de 150 milhões de eleitores com segurança, transparência e tecnologia de ponta. Portanto, a urna eletrônica deve ser motivo de orgulho para nós, brasileiros”, destacou o coordenador de Eleições Informatizadas e Segurança Cibernética.
TSE
A série “30 anos da Urna Eletrônica”, produzida pela Secretaria de Comunicação e Multimídia (Secom) do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), vai mostrar como o voto eletrônico gerou, ao eliminar as cédulas de papel, uma grande revolução no processo eleitoral brasileiro, que, por décadas, foi vulnerável a fraudes, extravios e erros humanos.
Em quatro matérias, publicadas nos dias 7, 9, 11 e 13 de maio, a série contará a história do nascimento da urna eletrônica, como ela funciona, a importância do equipamento para a inclusão de segmentos sociais no exercício do direito ao voto e como o sistema de votação é transparente, seguro, ágil e auditável.
As matérias “30 anos da Urna Eletrônica: adoção do equipamento agilizou voto e eliminou fraudes” e “30 anos da Urna Eletrônica: o fim da intervenção humana no processo eleitoral” já estão disponíveis no site do TSE.
/sara gomes/ascom/tre-pb/
#PraTodosVerem: Arte gráfica em tons de azul e branco celebra os 30 anos da urna eletrônica. À esquerda, aparece o texto “30 anos da urna eletrônica” e, abaixo, a frase “Três décadas de inovação, segurança e democracia”. Ao fundo, há a imagem da fachada do edifício-sede do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB). Na parte inferior esquerda, aparecem a logomarca do TRE-PB.
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